"São turistas assim como você e o seu vizinho"

Hoje, assistia à TV, quando o Zapatero começou seu debate sobre o estado da Nação Espanhola (estado com "e", mesmo não "E"). Dentre os vários pontos abordados em sua fala, o que mais chamou minha atenção foi o tema da imigração. Desde que cheguei aqui, esse assunto tem sido recorrente na imprensa espanhola, primeiramente, pelo fato de que as Ilhas Canárias receberam, neste ano, milhares de imigrantes vindos da África em pateras. Segundo, porque teve início uma onda de seqüestros-relâmpagos em Madrid e estes foram qualificados pela imprensa local como um tipo de roubo realizado na América do Sul (e, para confirmar, alguns dos bandidos presos eram imigrantes latino americanos.).
Dessa forma, o tema da imigração está na ordem do dia, suscita mesas de discussões, palestras, que nos permitem perceber a diversidade de opiniões que o tema abarca. Algumas pessoas, dentre elas membros do Partido Popular (oposição ao socialista), exigem do governo medidas drásticas e vinculam a imigração à violência que cresce no país. Outros, abordam a questão pelo viés dos Direitos Humanos e de que a força de trabalho dos imigrante é que permitiu à Espanha “crescer” nos últimos anos.
Para além de tudo isso, ser estrangeiro é algo que se sente e se vivencia no dia a dia... pelas manifestações amistosas, hostis, estereotipadas que recebemos daqueles que nos percebem como “de fora”. Sendo assim, fico hoje com a fala do primeiro ministro que, em seu discurso, lembrou aos espanhóis a sua condição de migrantes, lá nos tempos de Colombo, quando também saíram em busca de uma vida melhor em um outro lugar.
Dessa forma, o tema da imigração está na ordem do dia, suscita mesas de discussões, palestras, que nos permitem perceber a diversidade de opiniões que o tema abarca. Algumas pessoas, dentre elas membros do Partido Popular (oposição ao socialista), exigem do governo medidas drásticas e vinculam a imigração à violência que cresce no país. Outros, abordam a questão pelo viés dos Direitos Humanos e de que a força de trabalho dos imigrante é que permitiu à Espanha “crescer” nos últimos anos.
Para além de tudo isso, ser estrangeiro é algo que se sente e se vivencia no dia a dia... pelas manifestações amistosas, hostis, estereotipadas que recebemos daqueles que nos percebem como “de fora”. Sendo assim, fico hoje com a fala do primeiro ministro que, em seu discurso, lembrou aos espanhóis a sua condição de migrantes, lá nos tempos de Colombo, quando também saíram em busca de uma vida melhor em um outro lugar.
Foto: Perdida nas ruas de Toledo, tentando achar um rumo...

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