miércoles, junio 14, 2006

Tradición y Vanguardia



Quando era menina, lá pelos 6 anos, tinha uma amiga, a Júlia, que, em sua casa, tinha um enorme quadro que sempre me chamava atenção. Em tons cinza, negro e branco o quadro apresentava formas desformes... um touro, uma mulher, um cavalo... e uma luminária bem no meio, e era assinado por um tal de Picasso.

Bom, esse tal quadro, esquisito e feio (do ponto de vista dos 6 anos de idade), era Guernica. Lembro que perguntei a ela, “quem é Picasso?” E ela me respondeu, “ah, um pintor famoso que meu pai gosta muito”. Dei-me por satisfeita.

Nesse domingo, exatos 20 anos depois, reencontrei-me com Guernica na belíssima exposição organizada em Madrid, nos museus Reina Sofía e Prado, em comemoração aos 25 anos da chegada do dito quadro à Espanha.

O Reina Sofia, além de exibir Guernica, expõe também os estudos realizados pelo pintor antes de conceber sua obra prima. Impossível descrever, tinha vontade de dançar a cada quadro que observava, única forma com que achei possível dialogar com essas pinturas.

Depois, fomos para o Museu do Prado, lá foram colocados os quadros de Picasso junto a obras de outros grandes pintores que lhe serviram de inspiração. E aí o encantamento foi o mesmo, maior ainda talvez por poder reconstruir com a imaginação os caminhos percorridos entre as meninas de Velázquez e as de Picasso. Perceber como uma mesma realidade toca de diferentes maneiras a cada um, gerando respostas únicas e, nesse caso, geniais.

¡Gracias!

1 Comments:

At junio 18, 2006 5:33 p. m., Anonymous Anónimo said...

Camila,
Esse seu blog ainda vai render um livro!! Guarde os textos rsrsrs
Saudades das suas loucuras.
Beijo,
Marina

 

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