Ciao Italia! – Parte I

PI (Policia Italiana): Brasileiros, ãn... – começou com o purtuguês de Purtugal – Vêm de onde?
Camila: Madrid.
PI: Há quanto tempo estão em Madrid?
Rafa: 4 meses. Estamos estudando.
PI: Estudando?!
Rafa: É. Veja o visto.
PI: E o que vieram fazer na Itália?
Camila: Passear - respondo.
PI: Têm reservas de Hotel? Posso ver?
Rafa: Sim. E mostra nossas reservas.
Depois de outra pausa para averiguar outras pessoas, ele retorna.
PI: São casados? E faz gesto buscando alianças nos dedos...
Camila e Rafa: Sim, somos. E mostramos nossas alianças.
PI: Quando casaram?
Camila: 5 de julho de 2003.
PI: Bom, abram as malas.
E lá vamos nós abrir nossa malinha sob olhares ainda mais desconfiados daqueles que passam...
PI: Tudo bem. Podem ir.
Finalmente somos liberados. Nossa senhora, que coisa mais chata. Mas, segundo o Rafa, tem que ser assim. Nesse mundo maluco, todos somos suspeitos! Fizemos check-in no hotel e corremos para o Vaticano. Tínhamos feito o roteiro de atividades diárias e a parada na alfândega tinha atrasado um pouco o esquema.
A fila do museu era imensa, mas até que caminhou rápido (apenas 15 minutinhos). Turistas, peregrinos, religiosos, tudo mundo ansioso por entrar. O museu do Vaticano é enorme (no mínimo umas 6h de visitação) e, por isso, nossa visita se limitava à Capela Sistina. Depois de muito andar pelos corredores do museu, chegamos ao mítico local. Lá estava a obra prima de Michelangelo, abarrotada de turistas! É de dar torcicolo: todos olhando para cima, a admirar uma das pinturas mais conhecidas e reproduzidas do mundo. A criação, que fica bem no meio, é, talvez, a mais hipnótica. Pode ser contemplada sob diversos ângulos, cada um escolhe o mais confortável. Somos despertados do transe pelos berros dos guardas: No photo!!! Nessas horas você não sabe quem é pior, o turista inconveniente que quer tirar uma foto, que no final vai ficar péssima e ele vai ter que comprar o postal, ou o guarda escandaloso. Ah, os dois são péssimos!

De lá fomos para a Basílica de São Pedro. As colunas que circundam a praça são impressionantes! Fomos logo para a fila. Estava um calor desumano... ao nos aproximarmos da entrada, vimos que algumas pessoas eram barradas. Todas tinham em comum blusas sem manga ou bermudas! Nesse momento, o Rafa já me lança um olhar de, “Você vai ser barrada!” Não deu outra. O segurança só fez assim com dedo, mandando-me para o banco de reservas. Ah, não... barrada de novo!!! No mesmo dia!!! Tive vontade de chorar! (Mistura de TPM, calor, medo de avião, segunda rejeição). A solução foi comprar um camiseta souvenir e usá-la para cobrir colo e braços. Voltamos os dois para a fila, láááá no começo. Porém, ao entrar na Basílica, a visão da Pietá, fez com que tudo antes parecesse pequeno, coisa sem importância. Nessa hora experimentei o tal sublime de Kant*. Primorosamente teorizado, mas só entendido em sua inteireza quando experimentado a partir dos cinco sentidos. E era só o começo!
*“Denominamos sublime o que é absolutamente grande (...) acima de toda a comparação” (KANT, Immanuel. “Crítica da Faculdade de Juízo Estética”. In: Crítica da Faculdade do Juízo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995. p. 45–200.).
Foto1: Fila para o museu Vaticano.
Foto 2: Rafa e eu(toda serelepe com minha blusinha inapropriada!) na Praça de São Pedro.

1 Comments:
Gente, adorei o Blog! Muito legal!
E pelo que to vendo vcs nem taum aproveitando né?, heheh
Muito bom, voltarei! Bjus da prima!
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